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Ben Fuller revela fardo emocional por trás do sucesso na música e desabafa: “Não posso salvar todo mundo”

today4 de julho de 2026 5 1

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O cantor Ben Fuller construiu uma carreira sólida compartilhando uma das histórias de redenção mais impactantes da música cristã contemporânea. No entanto, por trás dos shows lotados, batismos e canções no topo das paradas, o artista revelou que vinha carregando um fardo doloroso e silencioso.

Em uma entrevista franca à revista CCM Magazine, Fuller contou que uma carta enviada pela família de um fã, que morreu após lutar contra a dependência química, o forçou a confrontar uma das realidades mais difíceis de seu ministério: a de que, por mais que ame as pessoas e compartilhe o Evangelho, ele não tem o poder de salvá-las.

O momento de forte impacto emocional começou quando Fuller recebeu o bilhete manuscrito de uma mulher. Ela o relembrou de um homem que o cantor havia conhecido logo após um de seus shows. Segundo o relato, o rapaz tinha ido ao concerto com apenas alguns dias de sobriedade. Algum tempo depois, ele sofreu uma overdose e faleceu.

Em vez de expressar raiva ou frustração, a mulher usou a carta para agradecer a Fuller por ter dedicado tempo para falar sobre Jesus ao rapaz.

“Eu falei para ele sobre o meu Jesus. Falei sobre o que Deus fez por mim”, relembrou Fuller na entrevista. “Mas também percebi a verdade de que eu não posso salvar todo mundo”.

O cantor admitiu que a carta o deixou profundamente abalado enquanto caminhava de volta para o ônibus da turnê.

“Acho que ainda estou apagando o ‘S’ de Super-Homem do meu peito”, confessou. “Porque eu quero ser esse cara”.

Para Fuller, cuja própria trajetória inclui a superação de 14 anos de vício em drogas, alcoolismo e um estilo de vida destrutivo, essa aceitação não tem sido fácil. Ele explicou que, a cada show, pessoas o procuram para compartilhar relatos profundamente pessoais de depressão, tentativas de suicídio, lares despedaçados, abuso e luto. Embora veja como um privilégio o fato de os fãs confiarem a ele essas histórias, o impacto emocional tornou-se mais pesado à medida que sua plataforma cresceu.

O artista admitiu que passou por fases em que ficou tão obcecado em ajudar os outros que acabou tentando carregar fardos que pertencem apenas a Deus. Ele pontuou que pode acabar “ficando ocupado demais trabalhando para Deus, em vez de trabalhar com Ele”, assumindo toda a responsabilidade para si.

A entrevista também expõe um lado do intérprete do sucesso “Black Sheep” que o público raramente vê. Apesar de celebrar uma carreira meteórica com turnês esgotadas e milhões de reproduções nas plataformas digitais, Fuller garante que os números nunca foram seu foco principal. Em vez disso, sua mente ainda se volta para o ano de 2019, quando ele estava nos fundos de uma igreja, pronto para ir embora, antes de ter um encontro com Jesus que mudou completamente o rumo de sua vida.

Além dos dilemas do ministério, Fuller falou sobre como tem aprendido a desacelerar após enfrentar o esgotamento mental (burnout), as pressões de liderar uma banda na estrada, os preparativos para o seu casamento com a noiva Peyton e como a construção de sua casa em sua fazenda se tornou um de seus refúgios espirituais.

Ainda que a conversa passe por marcos importantes de sua trajetória — como o êxito da Black Sheep Tour e o lançamento de seu respectivo álbum ao vivo —, o ponto central do desabafo do cantor permanece na compreensão de que sua missão não é resgatar a todos. Para Fuller, seu verdadeiro chamado é apenas testemunhar com fidelidade o que Jesus fez em sua vida, deixando o resto nas mãos de Deus.

Escrito por Criativa Radio

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