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Criativa Radio
Lançado em 11 de setembro de 2001, o álbum Worship, de Michael W. Smith, carrega uma data que permanece eternamente marcada pelo impacto dos atentados que pararam o mundo naquela manhã. Contudo, a história do projeto vai muito além do dia de sua estreia: gravado ao vivo na Carpenter’s Home Church em Lakeland, na Flórida, o disco transformou-se no maior sucesso comercial da carreira do artista e em um dos pilares da música congregacional moderna.
O diferencial de Worship estava em sua proposta. Em vez de focar em composições inéditas próprias, Smith assumiu o papel de líder de louvor, reunindo canções que já circulavam pelas igrejas, mas dando-lhes uma nova voz e alcance massivo. O repertório reuniu clássicos instantâneos escritos por grandes nomes da época:
“Forever”, de Chris Tomlin
“The Heart of Worship”, de Matt Redman
“Open the Eyes of My Heart” e “Above All” (coescrita com Lenny LeBlanc), de Paul Baloche
A autoral “Agnus Dei”, composta pelo próprio Michael W. Smith.
O sucesso foi mensurável e estrondoso. O álbum estreou no Top 20 da Billboard 200 e conquistou certificação de platina dupla pela RIAA, ultrapassando a marca de dois milhões de cópias comercializadas sob os padrões da época.
A força das composições presentes em Worship não tardou a atravessar fronteiras, exercendo uma influência imensurável sobre o movimento de louvor e adoração no Brasil durante os anos 2000.
Grandes ministérios e intérpretes da música gospel nacional traduziram, gravaram e adaptaram essas canções, fazendo com que fizessem parte da liturgia diária das igrejas brasileiras. Versões marcantes como “O Coração da Adoração” (The Heart of Worship), “Abre os Meus Olhos” (Open the Eyes of My Heart), “Para Sempre” (Forever), “Acima de Tudo” (Above All) e “Agnus Dei” ganharam forte projeção na voz de nomes fundamentais do cenário nacional a exemplo do Ministério Diante do Trono, Fernandinho, Nívea Soares e Aline Barros , consolidando o disco de Smith como uma referência de excelência espiritual e musical por aqui.
A coincidência da data de lançamento com os ataques de 11 de setembro deu ao álbum um peso emocional incalculável. Anos mais tarde, Smith refletiu sobre como viu as faixas serem trilha sonora de consolo e esperança em momentos que ele jamais poderia ter imaginado, transformando louvores congregacionais em bálsamos para corações enlutados.
Em 2021, comemorando as duas décadas do projeto, o cantor lançou Worship Forever, uma releitura ao vivo acompanhada por uma orquestra sinfônica e participações especiais como Amy Grant e Matt Redman. Ao revisitar sua obra magna, a pergunta que fica é o que exatamente o público celebra: a performance de Smith, a força atemporal das letras ou o contexto em que o disco nasceu. A resposta da história é que todos esses elementos se fundiram, eternizando um álbum que continua inspirando gerações de adoradores ao redor do planeta.
Escrito por Criativa Radio
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