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Alvo de processo milionário, banda cristã rebate acusações na Justiça

today3 de setembro de 2026 7

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A banda cristã MercyMe, indicada ao Grammy, rompeu o silêncio e contestou veementemente as alegações de que teria participado de um esquema anticompetitivo para arruinar a Thriving Children Advocates (TCA), empresa do proprietário do Newsboys, Wes Campbell. A disputa judicial de US$ 50 milhões, que corre no Distrito Médio do Tennessee, revelou que o grupo recebeu mais de US$ 17 milhões ao longo de sete anos em comissões por campanhas de apadrinhamento infantil realizadas durante as suas turnês.

Em uma moção pedindo a anulação de 11 acusações, a defesa da MercyMe argumenta que a banda cumpriu integralmente o seu contrato com a TCA e simplesmente optou por não renovar a parceria após a saída de um de seus representantes da empresa, em 2025. Por outro lado, a ação movida por Campbell acusa a banda e seus empresários de infrações graves, que vão desde violações antitruste e interferência em relações comerciais até o compartilhamento indevido de informações confidenciais de doadores.

Documentos revelados pelo portal The Roys Report detalham que a banda recebia US$ 230 por cada novo padrinho confirmado, chegando a receber adiantamentos milionários. A organização beneficiada, Children International, que pede doações de US$ 39 mensais para auxiliar crianças em situação de pobreza, continua utilizando a imagem da MercyMe em suas campanhas de arrecadação.

As revelações prometem acender um debate desconfortável nos bastidores da indústria da música cristã (CCM). Embora os dados não comprovem que as crianças deixaram de ser ajudadas ou que a banda tenha agido de forma ilegal, a exposição dos lucros gerou surpresa. O apadrinhamento infantil sempre foi apresentado nos palcos como uma oportunidade compassiva de servir famílias vulneráveis, e poucos fãs sabiam que os artistas recebiam centenas de dólares por cada pessoa persuadida a doar. Com milhões de dólares circulando por trás de apelos emocionais, a expectativa é de que o público passe a exigir muito mais transparência sobre o destino real de suas doações.

As informações são do  The Roys Report

Escrito por Criativa Radio

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