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Criativa Radio
O cantor e líder de louvor Benjamin William Hastings abriu o coração nas redes sociais para falar sobre um pesadelo familiar que, segundo ele, ainda não foi totalmente processado: o grave acidente que quase tirou a vida de sua filha, June. Marcando exatamente dois anos desde o ocorrido, o artista nascido em Belfast publicou um tributo emocionante à pequena, a quem chama carinhosamente de “Junebug”, confessando que chorou ao escrever a mensagem e que ainda carrega o trauma, mesmo sentindo uma gratidão avassaladora pela recuperação da criança.
O episódio traumático aconteceu pouco depois de a família se mudar para Nashville. O que inicialmente parecia uma emergência administrável tornou-se crítico rapidamente. June havia sofrido uma concussão e o tom da equipe médica mudou quando as chances da menina começaram a cair. Naquele mesmo momento, a esposa do cantor, a autora Jessa Hastings, também recebia tratamento no hospital Vanderbilt por ferimentos próprios. A situação era tão grave que a polícia precisou buscá-la e levá-la até a filha; ao saber do estado crítico de June, Jessa desmaiou sob o peso da notícia.
Enquanto os alarmes dos monitores soavam e os médicos lutavam para salvar a menina, Hastings conta que quase desfaleceu e chegou a um ponto em que só conseguia clamar a Deus. Ele então entrou em contato com amigos e músicos que se apresentavam no evento Summer Worship Nights, em Seattle, pedindo orações. O cantor descreveu a sensação de que os adoradores daquela arena estavam levantando seus braços exaustos quando ele já não tinha mais forças. Em seguida, veio a reviravolta que a família tanto implorava: June se recuperou e, eventualmente, saiu andando do hospital, um desfecho que Hastings considera um milagre direto e um giro de “180 graus”.
Em sua publicação recente, o artista lembrou do quarto de hospital como um “inferno fluorescente”, mas que foi preenchido por “enfermeiras anjos”, “médicos mágicos” e a presença de um Deus maravilhoso. Para canalizar a dor, um ano após o acidente, Hastings compôs a vulnerável canção “Year To The Day”. A música, que teve sua versão final lançada em setembro de 2025, não tenta disfarçar a dor do testemunho, detalhando o som dos monitores, o desespero da esposa e as promessas feitas de joelhos. Uma versão ao vivo da faixa foi gravada mais tarde em Seattle, reconectando a história à cidade onde milhares oraram pela vida de June.
Dois anos após a noite em que temeu perder a filha, Hastings não esconde que a gratidão não apagou as cicatrizes. Sua mensagem é uma celebração da vida da pequena June, mas também a confissão sincera de um pai que ainda chora ao revisitar aquele quarto de hospital em sua memória. A maior convicção que sobreviveu ao trauma, segundo ele, é simples e poderosa: quando a família esgotou todos os recursos humanos, a Igreja orou, e Deus ouviu.
Escrito por Criativa Radio
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