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O pastor norte-americano Mark Driscoll, líder da Trinity Church em Scottsdale, no Arizona, provocou debate no meio evangélico internacional ao abordar se a obesidade severa deveria ser critério de desqualificação pastoral. Durante episódio de seu podcast, Driscoll relacionou o excesso de peso à falta de domínio próprio e à tolerância eclesiástica com a gula.
Ao fundamentar sua tese, o líder religioso recorreu às cartas paulinas do Novo Testamento:
“A Bíblia diz em 1 Timóteo 3 e Tito 1 que o pastor deve ser moderado e ter autocontrole. Também afirma que não deve ser dado ao vinho, o que se refere, de modo geral, a viver uma vida de domínio próprio e não ceder a vícios. A Bíblia fala muito sobre gula, mais do que a maioria dos pastores” — afirmou Driscoll, segundo cobertura do Crosswalk.
Driscoll ironizou a seletividade de certas denominações em relação a hábitos e vícios, citando que igrejas pentecostais costumam enfatizar o condicionamento físico enquanto proíbem totalmente o álcool, e que círculos presbiterianos toleram bebidas ou cachimbo. Ele relatou ainda um episódio em que pregou em um seminário batista e comentou com tom sarcástico que “o que está matando os batistas não é o vinho, mas tomar molho gorduroso”.
Embora tenha pontuado que não é o homem mais atlético do mundo, Driscoll disparou: “Se você deixa sua Bíblia cair e não consegue enxergá-la por causa da barriga, provavelmente precisa trabalhar nisso”.
A declaração gerou reações e críticas entre especialistas em saúde e teólogos. Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) reforçam que a obesidade é uma doença crônica complexa influenciada por fatores genéticos, metabólicos, ambientais e de estresse, não podendo ser resumida unicamente a falhas de conduta moral ou espiritual.
Escrito por Criativa Radio
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