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Banda de metal cristão Demon Hunter processa a Netflix por violação de marca

today20 de agosto de 2026 8

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Veterana da cena do metal cristão e do rock pesado norte-americano, a banda Demon Hunter entrou com uma ação judicial federal contra a Netflix, o estúdio de animação da plataforma e a produtora de eventos AEG Presents. A ação por violação de marca registrada, concorrência desleal e falsa designação de origem foi protocolada na Justiça Federal de Los Angeles, na Califórnia.

Formado no ano 2000 em Seattle, o grupo liderado pelo vocalista Ryan Clark argumenta que a expansão da franquia animada de sucesso global KPop Demon Hunters para o mercado de gravações musicais, produtos licenciados e turnês ao vivo está gerando confusão substancial entre o público consumidor. Com mais de duas décadas e meia de carreira, mais de 10 álbuns lançados e múltiplos registros na parada Billboard, a banda sustenta que detém a prioridade histórica de uso e registro do nome na indústria fonográfica.

A disputa se intensificou após a Netflix anunciar uma turnê de shows ao vivo com o repertório da animação, colocando as duas marcas para concorrer diretamente em arenas e eventos musicais. No processo, os advogados citam episódios reais de equívoco, como o caso de um consumidor que gastou cerca de US$ 500 em ingressos para um show de metal do grupo acreditando se tratar do espetáculo infantil da animação. A banda alega que o orçamento bilionário de divulgação da plataforma de streaming coloca em risco a identidade de uma marca construída de forma independente ao longo de 25 anos.

A empresa representante do grupo, Hyde Lane, pede que a Justiça proíba o uso do nome KPop Demon Hunters na comercialização de discos, roupas e apresentações musicais, além de indenização por danos materiais. Especialistas jurídicos apontam que litígios envolvendo títulos de produções audiovisuais costumam ter defesas fundamentadas na liberdade de expressão da Primeira Emenda americana. Até o momento, a Netflix e a AEG Presents não emitiram posicionamento público sobre o caso.

Escrito por Criativa Radio

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