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O ator e comediante Tim Allen abriu o coração em uma entrevista recente sobre a importância da fé em sua trajetória, as lições acumuladas após mais de três décadas de sobriedade e o impacto de fazer parte de “Toy Story”, uma franquia que moldou gerações. Conhecido mundialmente por dar voz ao icônico astronauta Buzz Lightyear, Allen revisitou momentos dolorosos de seu passado e refletiu sobre os desafios de envelhecer na indústria do entretenimento.
Em conversa com a revista Us Weekly, o ator de 73 anos admitiu que ninguém envolvido no primeiro filme de “Toy Story”, lançado em 1995, conseguia prever o fenômeno cultural em que a animação se tornaria.
“Quando vimos ‘Toy Story’ pela primeira vez, todo mundo na sala ficou meio: ‘Não sei o que achar disso’. Os mandachuvas estavam muito incertos se aquilo iria funcionar. Pensaram: ‘Talvez a gente devesse lançar direto em DVD'”, relembrou Allen.
Três décadas depois, a franquia se prepara para lançar seu quinto capítulo. O ator revelou ter ficado impressionado com a coragem da Pixar em abordar a relação das crianças com o excesso de telas e tecnologia no novo roteiro. Durante uma exibição de “Toy Story 5”, Allen contou que o cinema ficou em absoluto silêncio durante uma cena que mostrava crianças completamente absorvidas por seus celulares. Para ele, é um ato de bravura da produtora incentivar os mais novos a voltarem a brincar no mundo real.
Com uma carreira sólida que inclui a franquia “Meu Papai é Noel” e as sitcoms de sucesso “Home Improvement” e “Last Man Standing”, Tim Allen agora lidera a nova comédia da ABC, “Shifting Gears”, no papel do protagonista Matt Parker. No entanto, ele confessa que trabalhar em Hollywood nesta fase da vida traz testes de paciência.
“Estou ficando experiente demais. Já fiz tantas coisas que, quando começamos um projeto novo, é um desafio ter que ouvir pessoas novas me dizendo como o negócio funciona”, desabafou o ator. “Eu sou respeitoso porque eles são os chefes ou superiores, mas o comediante dentro de mim quer falar algo absurdo”.
Apesar dos momentos em que admite perder a paciência, Allen faz questão de manter os pés no chão e rejeita a postura de “diva” arrogante.
“Há momentos em que perco a paciência, mas não quero ser rude. Não quero ser aquele tipo de cara que diz ‘Não olhe nos meus olhos'”, explicou. “Eu sou um ator de sucesso por causa das pessoas que assistem e por causa das pessoas que fazem o trabalho real por trás das câmeras, desde o serviço de buffet até os operadores de câmera.”
Ao olhar para trás, o comediante também analisou as cicatrizes deixadas pela perda precoce de seu pai, o corretor de imóveis Gerald M. Dick, morto por um motorista embriagado em novembro de 1964, quando Allen tinha apenas 11 anos. O trágico acidente aconteceu no Colorado, quando o pai do ator levava a esposa e um carro cheio de crianças de volta para casa após um jogo de futebol americano. Um motorista bêbado invadiu a pista e colidiu de frente com o veículo da família.
O impacto psicológico da tragédia moldou os anos seguintes da vida do artista, que enfrentaria problemas com a justiça e uma sentença de prisão antes de encontrar o caminho da espiritualidade e da reabilitação. “Eu me tornei uma pessoa completamente diferente depois do acidente que tirou a vida do meu pai”, concluiu Allen, refletindo sobre o ponto de virada que o levou a buscar Deus e a reconstruir sua história de superação.
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