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Reimaginar “Awesome God”, considerada por muitos a canção contemporânea cristã nº 1 de todos os tempos, parecia um território sagrado demais até mesmo para Phil Wickham, um dos maiores nomes do worship atual. No entanto, o que começou como uma conversa informal em estúdio acabou se transformando em um dos momentos mais comentados da música cristã recente.
Em entrevista a CCM MAGAZINE, Wickham revelou que a decisão de revisitar o clássico eternizado por Rich Mullins e popularizado mundialmente por Michael W. Smith não foi estratégica nem planejada. “Definitivamente não foi uma decisão de diretoria”, brinca o cantor. “Foi algo espontâneo, cheio de memória e alegria.”
O ponto de partida aconteceu tarde da noite, em um estúdio em Nashville, após um longo dia de gravações. Com o computador desligado e o clima descontraído, Phil e outros músicos começaram a relembrar canções que marcaram a infância e juventude nas igrejas.
Entre risadas, surgiu a clássica piada entre líderes de louvor: ninguém lembrava direito das estrofes de “Awesome God”, mas o refrão sempre “explodia” nas congregações. Foi ali que a faísca criativa surgiu.
“O álbum se chama Song of the Saints e já trazia referências a hinos e confissões históricas da fé”, explicou Wickham. “Pensamos: e se trouxéssemos esse refrão de volta, talvez com novas estrofes?”
O que começou como brincadeira ganhou forma rapidamente. Em cerca de 30 minutos, nasceu “What an Awesome God”.
Apesar do entusiasmo inicial, a cautela veio logo depois. “A gente acordou no dia seguinte pensando: isso é bom… mas será que podemos fazer isso?”, relembra. O grupo pediu autorização aos detentores dos direitos da música original — e recebeu sinal verde.
Ainda assim, Wickham decidiu testar a reação do público antes do lançamento oficial. Ele publicou um trecho nas redes sociais e aguardou.
“A resposta foi absurda”, contou. “Foi uma das postagens mais comentadas da minha vida. As pessoas diziam: ‘traz isso de volta’, ‘queremos cantar isso de novo’.”
Houve críticas pontuais, claro. Alguns preferem a versão original, mas Phil é direto: “Não estou tentando substituir nada. É sobre honrar uma canção e trazer esse refrão para uma nova geração.”
Ao vivo, a nova versão já se tornou um dos pontos altos dos shows. Segundo Wickham, há noites em que o público canta o refrão por até dez minutos, à capela. “É aquele momento em que você sente que toda a sala está unida.”
Para o cantor, o movimento faz parte de algo maior: assim como pop, hip-hop e country revisitam clássicos, a música cristã começa agora a resgatar canções que ajudaram a “construir a casa”.
“Christian music como conhecemos hoje começou nos anos 80. Talvez este seja só o começo”, avalia. Wickham cita possíveis releituras futuras como “Shout to the Lord” e “I Could Sing of Your Love Forever”.
Mais do que uma releitura musical, “What an Awesome God” representa continuidade. “Cantar isso com meus filhos, ver outra geração aprendendo esse refrão, é algo muito especial”, afirma. “É uma honra ser apenas um pequeno capítulo na história de uma canção tão grande.”
No fim, Phil Wickham não está reescrevendo a história está reabrindo-a para que continue sendo cantada.
Escrito por Criativa Radio
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