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Acusado de “demonizar” clássico natalino, John Cooper, da Skillet, reage às críticas

today10 de dezembro de 2025 33 4 5

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O vocalista da banda Skillet, John Cooper, voltou ao centro do debate nas últimas semanas após um grupo de críticos afirmar que a nova versão rock de “O Come, O Come Emmanuel” seria “demoníaca”. Longe de reagir com irritação, Cooper contou que apenas riu, não por desprezo, mas porque o cenário lhe pareceu familiar.

Aos 50 anos, indicado ao Grammy e uma das vozes mais influentes da música cristã contemporânea, Cooper cresceu em um lar cristão ultraconservador, onde o rock — inclusive o rock cristão — era tratado como perigo espiritual. Ele relembra que frequentava os seminários de Bill Gothard com a família e que sua mãe, uma figura profundamente devota e determinante em sua fé, o proibiu por anos de ouvir música pesada.

“Eu cresci em um lar muito fundamentalista. Minha mãe dizia que o rock cristão era ainda mais demoníaco do que o secular, porque seriam ‘lobos em pele de cordeiro’”, contou, em entrevista ao The Christian Post.
Apesar disso, ele ressalta não guardar qualquer ressentimento e entende que muitos dos que condenam o gênero “amam a Deus e acreditam estar protegendo as pessoas do mal”.

A ironia é que, décadas depois, é justamente o Skillet, formado em 1996 em Memphis, que domina rankings cristãos, rock, alternativo e até natalinos com sua primeira música de Natal, idealizada pela esposa e parceira criativa, Korey Cooper. A faixa ocupa posições de destaque na Billboard e entrou no Top 5 geral do iTunes.

“É uma canção sobre espera, sobre anseio, sobre um mundo em sofrimento aguardando o Salvador. Isso combina com a essência do Skillet”, afirmou. Para ele, a estrutura melancólica do hino de Advento dialoga com o tipo de mensagem que a banda sempre carregou: dor real, mas esperança final em Cristo.

Além da música, Cooper se tornou conhecido por enfrentar temas que grande parte dos artistas evita: marxismo cultural, teoria crítica da raça, ideologia de gênero e debates sobre verdade absoluta. No podcast Cooper Stuff e em livros como Awake and Alive to Truth, ele sustenta que se posicionar faz parte de seu chamado cristão.

“Discipulado é dizer ‘não’ ao que agrada as pessoas e ‘sim’ ao que agrada a Deus. Se zombarem de você, é parte da caminhada. Foi assim que Jesus ensinou”, avaliou.

O cantor também revelou reflexões que o acompanharam desde a adolescência. Embora sua mãe o tenha criado sob rigorosas regras, ela própria suavizou posições antes de morrer. Cooper lembra que, ainda criança, questionava contradições: “Minha mãe dizia que Deus criou tudo, e o diabo distorce. Então como o diabo poderia ter criado o rock? Não fazia sentido.”

Após sua morte, ele percebeu que precisava construir sua própria fé e não viver “preso ao medo”.

A nova música do Skillet segue crescendo nas plataformas. E, ao que tudo indica, mesmo os críticos mais barulhentos apenas reforçam a convicção de Cooper: “Muita gente pode achar estranho, mas nossos fãs entendem. Isso é o Skillet sendo o Skillet.”

Escrito por Criativa Radio

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